sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Eu sobrevivi...

... à vacina da gripe A!

E confesso que, aparte umas amigdalas hiperemiadas [vermelhas] e alguma odinofagia [dor de garganta], e as mazelas decorrentes de uma técnica de injecção com ligeiras semelhanças com as formas de tortura nos campos de concentração do regime de Pol Pot, nem sequer uma interrupção de gravidez tive...

Mas também só passaram 24 horas... Ainda vou a tempo de ter uma intoxicação por mercúrio, dada a quantidade cataclísmica de timerosal existente na vacina, de acordo com algumas fontes (as mesmas que dizem que a microsoft doa 5 cêntimos por cada e-mail que reencaminhemos...)

Se eu por acaso começar com um mutismo grande, daqueles que parecem mesmo um coma, eu coloco aqui só para terem um update da situação...

(Ah, isto não é o twitter? Então esqueçam...)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ecce homo...

"A homossexualidade não é uma doença" - a frase, repetida até à exaustão pelo assistente que me calhou na rifa em tudo quanto era aula prática de Psiquiatria, na faculdade, ganhou um novo ênfase nos últimos meses.

Saiba-se lá porquê, os media deste canto da península Ibérica (há quem diga que pertencemos ao continente europeu...), desataram, há uns meses, a apregoar aos quatro ventos, a existência de uma suposta "cura" para a homossexualidade.

Quer dizer, lá porque a malta tem um curso de Medicina, e, de vez em quando, ser equiparada à categoria de  Divindade (com direito a queixas nas mais altas instâncias judiciais deste país, nomeadamente, os tablóides) nós podemos escolher quem é que gosta de meninas e quem é que gosta de meninos, ou que cavidades corporais é que as pessoas usam, e para que funções...

Decerto honrado por ter sido promovido a moralizador das cavidades corporais do pessoal, o sempre douto colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos levou como trabalho para casa a elaboração de um parecer sobre esta matéria. Lá se pronunciou, da forma diplomática que lhe é característica, reiterando a frase predilecta do meu assistente, mas dizendo que havia, ainda, na classificação da Organização Mundial de Saúde, uma coisa reminiscente, chamada Homossexualidade Egodistónica.

E aqui é que a porca torce o rabo... Salvo seja, porque ninguém quer discriminar a porca!
Egodistónico é um palavrão que se usa quando aspectos do comportamento, dos impulsos, dos pensamentos ou da personalidade são desconfortáveis para um indivíduo, ocorrendo não por sua escolha mas contra a sua vontade.

Para perceber este laivo de "psiquiatrês" que é o conceito de egodistonia, deixemos por agora a questão da homossexualidade: imaginemos uma pessoa a quem acorrem à cabeça, de forma sistemática e contra a sua vontade, ideias de bater na sogra. Não é assim tão comum, mas suponhamos que essa pessoa até gosta da sogra. De repente vêm estas ideias à cabeça, não havendo outro remédio senão lutar contra elas...
A questão é que lutar contra estas ideias dá uma trabalheira enorme. Pode, por exemplo, fazer com que a pessoa deixe de fazer a sua actividade normal... Pode, inclusive, conduzir a ansiedade e depressão, com agravamento dos sintomas. É este o significado de egodistonia.

A intervenção de qualquer técnico de saúde mental vai no sentido de baixar, à pessoa em questão, os níveis de ansiedade, os quais aumentam, em espiral, a egodistonia, bem como impedir que a pessoa fique presa à volta do mesmo pensamento. (não é o pensamento em si mas o "ficar presa" que nos preocupa...) Isto faz-se com psicofármacos, com psicoterapia e com psicopedagogia...

Portanto, em relação a esta questão, aquilo que se vai tratar é essa tal de egodistonia.

Com a homossexualidade egodistónica, deverá passar-se o mesmo. O cerne da questão não é o ser-se homossexual, mas sim a egodistonia, nestes indivíduos.  É ela, bem como as suas consequências, que deve ser alvo de tratamento... e sempre, como em tudo na medicina, com o consentimento livre e esclarecido do indivíduo em questão...

Agora, dizer que a homossexualidade é uma doença e tem tratamento, é tão verdade como dizer que, numa mulher, ter peitos pequenos é uma doença e que se deveria pôr os Wonderbra à venda nas farmácias sob prescrição médica, e comparticipar os implantes de silicone... (Com a devida vénia às senhoras que lêem isto e deixando que façam a analogia com o equivalente no sexo oposto...)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Méri Craistmas

O Homem é um ser gregário. Pelo menos no Natal, já que no Ano Novo é um ser Gregório...


Serve este cliché sociológico para vos desejar um Bom Natal, em pareceria com o tio Belmiro e a Visa International, que, como já vem sendo hábito há alguns anos, patrocinam efusivamente o Natal dos Portugueses...


E, para aqueles que não têm Natal, porque têm uma religião qualquer que ela seja, desejo um bom "pretexto-seja-ele-qual-for-para-reunirem-a-família"... 
E, por muito complicada que seja a vossa a família, por muitas discussões que origine (ou não) o sítio onde se passa um jantar do ano, pensem naqueles que não a têm e sintam-se reconfortados por terem a sorte (e a saúde) para usufruir do carinho dos que vos são queridos...


(Porque a solidão, ao contrário do que muita gente pensa, não se pode tratar por si com comprimidos...)


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os prémios do CM

Confesso que, nos meus tempos livres, quando me quero rir um bocadinho e tenho a internet à mão, para além de alguns blogs que cá em casa se apelidam de "humorísticos", abro a página online do jornal Correio da Manhã.
De facto, o jornalismo que aí se faz é uma espécie de miscigenação entre o jornalismo nonsense do "The Onion" e o teatralismo quase neoclássico das peixeiras do Mercado do Bolhão.
E um dos segredos do sucesso desse jornalismo começa logo na escolha do que é notícia...
Só para dar um exemplo, quiçá por os costumes do país serem tão brandos que um simples projecto se toma por semelhante a um acto já consumado, as pessoas nem precisam de escrever no livro de reclamações para darem azo a uma notícia... Basta ponderarem fazê-lo...
Outro dos segredos é a forma exemplar como retratam as pessoas que, por algum acidente, quase sempre negligência da parte de alguém, se vão desta para melhor: basta uma fotografia do defunto/a empunhada sanguinariamente pelo ente querido, de preferência estando este último lavado em lágrimas... Assustadoramente genial!

Contudo, não é só o jornalismo histriónico que me diverte. São também os comentários...

Uma das características dos Portugueses é a forma intelectual, sempre conhecedora da melhor evidência científica, com que opinam, despudoradamente, sobre todo e qualquer assunto. Outra característica é a forma totalmente pedagógica, a roçar o detectivesco, como o fazem. Mesmo que nunca tenha visto a "cena do crime", os suspeitos nem as vítimas, fazendo corar de inveja qualquer Sherlock Holmes que se preze, o português sabe sempre quem são os culpados.

A saúde não é excepção à regra.

Na minha opinião, o CM tem uma lacuna grave. Ao invés do Serviço Nacional de Saúde, não premeia devidamente as pessoas que, com tanto esforço árduo e dedicação, emitem a sua posta de pescada. Impõe-se aqui, portanto, no cumprimento do dever cívico deste blog, dar prémios aos comentários do CM, pegando em exemplos tirados directamente da secção de saúde.

  • Prémio "a culpa é dos médicos"
"Venham-me com histórias. As pneumonias apanham-se devido à falta de cuidados dos médicos e enfermeiros nos hospitais." 
(sobre uma doente que morreu na sequência de uma pneumonia secundária a gripe A)

  • Prémio "A culpa é do governo, que quer que a malta quine para poupar nas pensões de reforma..." 
"pneumonia bilateral, bem nao existe vacina da pneumonia?se existe toca a vacinar o povo.ou o governo ker poupar dinheiro"
 (sobre a mesma doente)

  • Prémio "Não é nada disso! No Botswana é que é bom!"
"Vivo desde 2001 na República Dominicana, acompanho diáriamente através deste meio, a nossa desorientada coexistencia. Portugal teria muito que aprender com este povo, acreditem! Quando se vê, de longe, ainda é pior. É aterrador. Para quê, tanta lamentação, se basta ler a nossa história, para se entender, como chegámos a este estado de coisas... "
  •  Prémio "Hospitais Portugueses: a criar excêntricos aos 40 anos..."
"Todas as semanas morrem prematuramente em Portugal pessoas por neglicencia dos medicos, pois eles apenas estao interessados no salario nas mordomias aproveitam o horario de trabalho para estudar tratar da vidinha particular e os doentes que se lixem. Ja reparam que em Portugal é considerado uma vergonha um médico chegar aos 40 anos e não ser rico ter duas casas carros luxuosos barcos motos etc.."
  • Prémio "A culpa é da justiça"
"O problema é que nesta justiça não funciona,vão ter 80 anos e ainda andam atrás desse problema, eles sabem por isso estã"
  • Prémio "Instituto Nacional de Estatística"
"Todos nos morreremos mas em Potugal a possibilidade [nos hospitais] sobe ai uns 50%"
  • Prémio "Doutor Trolha"
"Trabalho num hospital e se as pessoas soubessem metade do que se passa, alguns médicos estavam nas obras a trabalhalhar."
  •   Prémio "A TAC até diagnostica unhas encravadas..." 
"Então e nem sequer lhe fizeram um tac???"
  • Prémio "Então e a TAC?..." 
"É lamentável que uma urg.Hosp só sirva para se esperar. Um ECG e 1s análises bastava. Pagamos para isso, não?? mvlx" 
  • Prémio "Pois, nós agora temos a TAC..."



"É de lamentar que com as tecnologias existentes nos tempos de hoje, se verifiquem situações como esta."

(Sobre o caso de uma criança com uma apendicite alegadamente não diagnosticada)


  • Prémio "Vai na volta tirei o curso de Don Juan e não sei..."
"Esses bandalhos em vez de cuidar dos doentes estão a pensar nas enfermeiras...."


  • Prémio "My name is Bond.... Dr. James Bond..."
"Os médicos têm licença para matar neste país"


  • Prémio "Eu é que sei, já diagnostiquei duas apendicites, três enfartes, cinco gripes A e um ataque de caspa, lá no escritório"
 "batem se todos q são medicos e etc, mas qd aparece qq coisa mais complicada de diagnosticar ninguem sabe nada."

  • Prémio "É a prática médica do escritório, estúpido!"
""prática médica geralmente aceite"? Qual é a práctica médica correcta? Os médicos em Portugal têm licença para matar..."

PS - As presentes citações são um copy-paste da página do Correio da Manhã... Qualquer erro ortográfico não é negligência do autor deste blog...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

História de um cuidador...

António deixou de ter o Mundo que conhecia... há largos anos...

No início, era a apatia extrema, o desinteresse de Maria por tudo aquilo que a rodeava.
Depois, as perguntas repetidas, a presença de orificios de largura cada vez maior na rede que forma a memória, a perda dos nomes de objectos e palavras fora do uso comum (que tentava encapotar da melhor forma possível, por vezes com recurso a outras palavras igualmente elaboradas...).

António deixou de ter ordem na casa...

Gradualmente, Maria foi piorando: Os objectos fora do lugar, a incapacidade crescente para gerir o livre de cheques, o cartão multibanco esquecido numa caixa automática, o bilhete de identidade e os documentos da escritura da casa que foram parar ao caixote do lixo... E as confusões, cada vez mais...

António foi deixando de ter nome...
Maria perguntava-lhe onde estava o Marido, aquele rapaz altivo, bem-parecido e bem falante que lhe havia, a despeito das intenções do pai, roubado o sentimento. Paulatinamente, António passou a ser, de acordo com o momento, o sr. Engenheiro, o tio Lambuça, "o outro", ou, em certos momentos, negros como o cair da noite que, por saiba-se lá porque razão, teimava em os acompanhar, aquele que lhe queria "roubar o dinheiro", aquele que lhe queria fazer mal aos filhos, aquele que a queria matar. Quando assim era, Maria atirava-se a António com forças que só ela sabia onde ia buscar... E, sentindo-se ameaçada, gritava, esperneava, batia...

António quase deixou de ter amigos...
Os amigos do casal deixaram de ser tão assiduos lá em casa. Alguns vizinhos evitavam António na rua... valia-lhes a irmã de António, sempre disposta a ajudar...


António deixou de dormir tranquilo...

Quando dormia, três horas por noite, dormia em sobressalto, sempre com os nervos à flor da pele. Não fosse o diabo tecê-las, e Maria ver, nas sombras, um potencial agressor...
Maria passou a ter dificuldade gradual em se alimentar, em fazer a sua higiene pessoal... Depois, passou a não o conseguir fazer... Ao mesmo tempo, veio a incontinência, a necessidade de usar fralda durante a noite e, depois durante o dia... A necessidade de mover Maria de posição, de cuidar...

António deixou de conseguir cuidar como queria...
Depois da infecção urinária, acamou. De um momento para o outro, deixou completamente de falar... A decisão de colocar Maria numa casa de repouso foi para António a mais difícil de toda a sua vida. Contudo, sabia, no seu íntimo, que não tinha, humanamente, condições para cuidar da esposa durante as vinte e quatro horas do dia...

Apesar de ser das poucas pessoas com que se depara, António deixou de ter figura.
É, na maior parte das vezes, perpassado pelos olhar, outrora vivo, de Maria, como se algo de transparente se tratasse... contudo, talvez reminiscências da infância, os seus olhos ganham um pouco de vida, quando se aproxima um bolo de chocolate...

PS -Talvez seja necessário, além de nos lembrarmos do sofrimento dos doentes de Alzheimer, lembrarmo-nos do sofrimento dos cuidadores... e apoiá-los...

sábado, 8 de agosto de 2009

Façam o favor de ser felizes...

O tio Raul deixou-nos. Partiu. Esfumou-se. Está definitivamente falecido. Não é mais. Deixou de ser. Expirou e foi ter com o criador. É um ex-Solnado...

Fica para a história como um dos melhores (senão o melhor) humorista de sempre, em Portugal.

Espero não estar a cair num cliché, mas acho que a melhor homenagem que se lhe pode fazer é, por mais negra que a situação na nossa vida esteja, dar a volta ao texto...

"Façam o favor de ser felizes..."

E o que é que Raul Solnado tem a ver com psiquiatria? Aqui vai...

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Crónica dos bons psicomalandros (III) - Os sabujos

Hoje, vamos focar um tipo especial de psicomalandros.

Este tipo de psicomalandros não se encontra, normalmente, nas filas de espera para a consulta de psiquiatria.

Igualmente, também não é internado, a não ser em hoteis de cinco estrelas, ao abrigo de uma qualquer missão governamental...

Os sabujos - assim se chamam estes psicomalandros, são um milagre da biologia:


  1. Têm um faro especialmente apurado para situações que os coloquem em alhadas.

  2. Têm capacidade de persuasão - pensem no pior (leia-se, melhor) vendedor do círculo de leitores que vocês já viram. Agora, multipliquem-no por cem, e alarguem o objecto de venda para tudo à face da Terra...

  3. O desenvolvimento da musculatura das coxas - Nesta espécie de psicomalandros, a musculatura das coxas está extremamente desenvolvida, o que lhes permite livrar-se das alhadas e deixar para trás os seduzidos. O facto de, nos exemplares do sexo masculino, haver um tão grande desenvolvimento muscular face a uma baixa produção de testosterona permanece um mistério da ciência...

  4. Numa fase inicial do desenvolvimento, têm uma predilecção por ambientes amenos, que lhes aumentem, de forma confortável mas não excessiva, a temperatura nas suas regiões dorsais.

  5. Quando saem do seu habitat, esta espécie de psicomalandros arma, sem qualquer problema, células que segregam substâncias químicas venenosas, libertando de o ambiente à sua volta de qualquer ser vivo que se atravesse no seu caminho...

  6. Eventualmente, estes venenos conduzem à destruição do habitat, e de qualquer progenitor, próprio ou adoptivo, que lá se encontre, mas só quando este é incapaz de lhe fornecer o calor necessário à região dorsal.

  7. Durante o desenvolvimento, têm um alto grau de adaptabilidade a quaisquer outros habitats que frequentem.

  8. Possuem uma enorme capacidade de sedução superficial - Citando os melhores compêndios de psicologia à face da terra - as telenovelas mexicanas: "Ele é um sacana, mas eu gosto tanto dele!!!"

  9. Têm uma enorme capacidade de camuflagem. No restante Reino Animal, só o camaleão tem propriedades semelhantes.

  10. A personalidade destes psicomalandros quase sempre apresenta traços passivo-agressivos. Diz-se, no mundo da ciência que este fenómeno está em relação com os já falados níveis séricos de testosterona, mas os dados são inconclusivos...

  11. Possuem, ainda, uma ausência quase total de algo que se tornou uma desvantagem adaptativa da espécie humana - a ressonância afectiva.

  12. Por vezes, alguns exemplares deste tipo de psicomalandros apresenta algumas componentes delirantes de tonalidade quase messiânica, como é exemplificado a seguir...

Para ilustrar este tipo de psicomalandros, vou apresentar uma vinheta clínica, a exemplo de posts anteriores, com um caso clinico:


JAA, 52 anos, funcionário público.


De acordo com alguns colegas - que também sigo, (ouvidos, ainda que contra a ética e após a entrevista de JAA em entrevista separada), com quem reuniu, no contexto de uma reivindicação laboral, ter-lhes-á dito que o chefe os queria tramar [a eles], e que só com a intervenção dele é que isto não se verificou, porque "pôs o chefe a pensar"...


De acordo com o chefe, acusado de mobbing, durante a reunião, JAA aceitou pacificamente as sugestões que lhe foram feitas pelo superior hierarquico. Ter-lhe-á dito que os restantes trabalhadores se preparavam para lhe pôr um processo...


À observação, apresenta-se sintónico e cordial. Refere-me que ameaçou o chefe, durante a reunião, com os seus contactos no Ministério... Em relação aos outros trabalhadores, eles adoram-no e fazem tudo aquilo que ele diz... mas "é preciso ter cuidado com eles"...


Passados cinco anos sobre o caso, e depois de uma ausência forçada, reencontrei o processo, através de outro colega:


- O chefe tinha sido despedido;


- Os restantes trabalhadores queixavam-se de mais trabalho ainda;


- JAA tinha sido promovido e estava a preparar-se para se candidatar às eleições legislativas por um grande partido político...

Leitor amigo, um conselho para terminar:

Quando vir um destes exemplares da psicomalandrice em acção na sua empresa, não o provoque... é que ele tem uma probabilidade muito acentuada de ocupar uma posição de relevo na mesma...

Nota: a vinheta clinica é ficcional... (Percebe-se, não?!) Se por acaso achar que esta descrição se adequa a alguém que conhece, recorra ao serviço de urgência da sua área... e peça para lhe darem o medicamento mais forte que tiverem em stock...